Esta formação magmática conhecida como Monte de S. Brás ou S. Bartolomeu (anteriormente com o nome de Monte Seano) foi, e ainda é, local de peregrinação e de romaria das populações da região. É sítio classificado desde 1979, pela sua flora endémica, tipicamente mediterrânica, pela sua geologia de origem ígnea que aqui emerge de uma maneira espectacular, e pelo seu inegável valor paisagístico, sem esquecer o interesse histórico, pelas ligações à lenda da imagem da Nossa Senhora da Nazaré.
Este afloramento situado a Este da Nazaré, acompanhado por outros dois afloramentos mais pequenos, é uma ascensão magmática que originou um gabro sub-ofítico de grão médio a fino, que se formou a alguma profundidade, encaixado em rochas pré-existentes e que se tornou aflorante devido à erosão que estas rochas envolventes sofreram ao longo dos tempos.
O Monte de S. Bartolomeu é hoje rodeado por areias dunares e pelo extenso pinhal de Leiria. À semelhança de outras estruturas ígneas que ocorrem nas áreas diapíricas da Bacia Lusitânia, estes domos eruptivos ter-se-ão estabelecido num intervalo entre o Jurássico superior e o Cretácico Inferior, aproveitando uma fractura que se prolonga pelo díapiro das Caldas da Rainha desde Leiria até à zona de Óbidos.
Em amostra de mão a rocha apresenta um grão fino, compacta, de cor verde-escura com ligeira tonalidade acinzentada. O granulado é bem visível à lupa e distinguem-se os minerais félsicos dos máficos. Frequentemente ressaltam pequenos cubos de pirite.