Peixe Seco

Carapau Seco da Nazaré – Certificação e Promoção de Produtos Endógenos.

“Surpreendo-as na labuta de todos os dias: carregando peixe, salpicando-o de sal e estendendo na areia sobre palha o cação, o polvo, o carapau, para a seca.”
Raul Brandão, em o livro “Os Pescadores”, 1920 (?)

Revitalizar e revalorizar os produtos endógenos, com o objetivo de explorar o seu potencial gastronómico e levá-los às mesas dos restaurantes e hotéis portugueses, recuperando valores antigos são, assim, os principais fins de vários projetos em curso pela atual gestão da Câmara (PS), como o Museu do Peixe Seco e a Certificação.

O projeto do Museu do Peixe Seco tem por finalidade a preservação da tradição ancestral da secagem do peixe, e a este juntam-se as requalificações do estendal, também designado por ”estindarte”, local onde as peixeiras deixam o peixe a secar, e do Centro Cultural da Nazaré (antiga lota).

Pretende-se consagrar um elemento diferenciador da cultura nazarena como atração turística, oferecendo, simultaneamente, melhores condições de trabalho àquelas que se ocupam desta atividade, com as perspetiva de captar novos agentes para que a tradição se perpetue no tempo, são outros fins deste Museu Vivo, em fase de desenvolvimento.

A tradição de secar o pescado em excesso na Nazaré é antiga, e terá surgido com a necessidade de conservar o peixe para os dias de escassez.

A atividade realiza-se diariamente por um grupo de peixeiras a Nazaré, no estendal, localizado na praia, ao sul. Tradicionalmente, assegurava o sustento das famílias quando o peixe escasseava, mas também permitia conservá-lo para ser vendido nos mercados da região, o que ainda hoje acontece.

Paralelamente ao Museu, esta em curso o projeto de certificação do peixe seco, iniciado em maio deste ano, numa parceria com a Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar de Peniche/IPL.