Ambiente

AVISO À POPULAÇÃO - Condições Meteorológicas Adversas - Precipitação, Vento, Neve e Agitação Marítima

De acordo com a informação disponibilizada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), junto do Comando Nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), são esperadas condições meteorológicas adversas nas próximas horas, com chuva, vento forte, frio e agitação marítima.

Hoje (27DEZ20):
· Períodos de chuva no Minho durante a manhã, estendendo-se ao Norte e Centro a partir da tarde (acumulados até 20 mm/12H na região Norte), com possibilidade de queda de neve acima de 1400/1600 metros (Serra da Estela), temporariamente acima de 1000/1200 metros na região Norte (Serra da Peneda-Gerês), com acumulados até 5 centímetros de altura acima dos 1600 metros;
· Vento do quadrante oeste, a soprar moderado a forte (até 50 km/h) a partir da tarde, no litoral oeste, com rajadas até 70 km/h a norte do Cabo Carvoeiro, e nas terras altas do Norte e Centro, com rajadas até 90 km/h;
·Possibilidade de chuva com congelação junto ao solo acima dos 700/900 metros de altitude, em especial no Nordeste Transmontano;
· Tempo frio, com persistência de valores baixos de temperatura mínima, devido ao arrefecimento noturno, há possibilidade de formação de gelo ou geada durante a madrugada em especial no interior;

Segunda-feira (28DEZ20):
· Períodos de chuva que passam a aguaceiros, acompanhados de trovoada no Norte e Centro, com possibilidade de queda de neve acima de 800/1000 metros no Norte e acima de 1000/1200 metros no Centro;
· Vento do quadrante oeste, a soprar moderado a forte (até 50 km/h) a partir da tarde, no litoral oeste, com rajadas até 70 km/h a norte do Cabo Carvoeiro, e nas terras altas do Norte e Centro, com rajadas até 90 km/h;
· Tempo frio, com persistência de valores baixos de temperatura mínima, devido ao arrefecimento noturno, há possibilidade de formação de gelo ou geada durante a madrugada em especial no interior;
·Aumento da agitação marítima na costa ocidental com ondas de noroeste a Norte do Cabo Raso com 5 a 7 metros (com 12 a 14 metros de altura máxima), a sul do Cabo Raso com ondas de noroeste até 4 metros de altura em especial nos dias 28 e 29;

2 - EFEITOS EXPECTÁVEIS:
Em função das condições meteorológicas presentes e previstas é expectável:
Piso rodoviário escorregadio por eventual acumulação de gelo, neve e formação de lençóis de água;
Possibilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem;
Possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis;
Inundações de estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem;
Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, nomeadamente as verificadas em períodos de preia-mar, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis;
Danos em estruturas montadas ou suspensas;
Possibilidade de queda de ramos ou árvores em virtude de vento forte, bem como de afetação de infraestruturas associadas às redes de comunicações e energia;
Possíveis acidentes na orla costeira;
Fenómenos geomorfológicos causados por instabilização de vertentes associados à saturação dos solos, pela perda da sua consistência;
Aumento do desconforto térmico na população em especial pela conjugação da temperatura mínima baixa e do vento intenso;

3 – MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO:
O Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) recomenda à população a tomada das necessárias medidas de prevenção, nomeadamente:
Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível formação de lençóis de água e gelo nas vias;
Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
Evitar a circulação em vias afetadas pela acumulação de neve e quando isso não for possível, adotar as seguintes medidas:
Verificação do estado dos pneus e respetivas pressões;
Transporte e colocação das correntes de neve nos veículos;
Assegurar o abastecimento de combustível em níveis que permitam percorrer trajetos alternativos ou a permanência do veículo em funcionamento por longos períodos de tempo, em caso de retenção nas vias afetadas;

Garantir que os sistemas de aquecimento dos veículos se encontram em bom estado de funcionamento;

Providenciar alimentos adequados em quantidade e características, assim como medicamentos, de acordo com o número e tipologia de ocupantes dos veículos;

Nas vias afetadas pela acumulação de neve, são desaconselhadas viagens com crianças, idosos ou pessoas com necessidades especiais;

Evitar circular naquelas vias com veículos pesados, em particular articulados, veículos com reboque e veículos de tração traseira;

Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;

Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atenta para a possibilidade de queda de ramos ou árvores, em virtude de vento mais forte;

Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a inundações rápidas;

Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos na orla marítima;

Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil, Forças de Socorro e Forças de Segurança;

4 – DETERMINAÇÕES OPERACIONAIS:
 
A garantia do permanente acompanhamento e controlo de todas as eventuais ocorrências, através de um aumento das ações de monitorização, com especial enfoque nas áreas historicamente identificadas como mais sensíveis;

A imediata informação ao Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) sobre todas as situações operacionais relevantes;

A tomada de medidas de prevenção ativa, vigilância e de planeamento operacional, através dos Agentes de Proteção Civil (APC) e Entidades Cooperantes, tendo em vista uma resposta antecipada e imediata a possíveis emergências, nomeadamente no que diz respeito:

À desobstrução de linhas de água em zonas historicamente mais vulneráveis;

Remoção de árvores caídas ou em risco de cair, especialmente quando afetem estruturas, vias e espaços públicos;

Prevenção de ocorrências e desobstrução de vias afetadas pela acumulação de neve;

Salvaguarda de infraestruturas na orla costeira;

Acompanhamento da evolução hidrológica das linhas de água, em particular as de comportamento torrencial;