Cultura

Cartoonista António expõe na Galeria Municipal da Nazaré

A Galeria Municipal Paul Girol apresenta, de 2 a 30 de julho, “Figuras, Figurinhas e Figurões – 40 anos de caricaturas” do cartoonista António, caricaturista e cartoonista político nacional.

A exposição reúne mais de 40 anos de obras de António na imprensa portuguesa, passando pelos acontecimentos mais recentes da vida portuguesa e internacional.
 
António Moreira Antunes é o mais prestigiado e premiado cartoonista português, que alia o humor subtil às suas criações, que publica há cerca de 40 anos.

Nascido em Vila Franca de Xira, a 12 de abril de 1953, tornou-se, nas palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, no” (…) melhor caricaturista político da ainda jovem democracia portuguesa.”

António Antunes inicia a sua carreira de cartoonista no vespertino “República”, na edição de 16 de março de 1974, onde faz um desenho simbólico que viria a ser uma alegoria premonitória da revolução que rapidamente se aproximava. Em dezembro de 1974, António transfere-se para o “Expresso”, depois da passagem pelo “Diário de Notícias”, “A Capital”, “A Vida Mundial” e “O Jornal”. É na edição do Expresso de 4 de novembro de 1975 que nasce uma espécie de banda desenhada intitulada Kafarnaum que iria acender a polémica durante 100 semanas, trabalhos que iriam ser mais tarde reunidos naquele que viria a ser o seu primeiro livro.

Em 1983, ano em que o cartoonista português arrecada um dos muitos prémios que iriam marcar a sua vida: o Grande Prémio no XX Salão International de Cartoon em Montreal com um pastiche da invasão israelita do Líbano, publica um novo álbum “Suspensórios”. 

Os trabalhos de António passam a ser divulgados pela agência internacional Cartoonists & Writers Syndicate no seu catálogo “Views of the World”. Além de cartoons e caricaturas, António realizou iniciativas como a produção de peças de cerâmica representando figuras da actualidade política nacional e de baralhos de cartas de jogar com a mesma temática, nos anos 80. 

Em 1993, António vê-se envolvido naquela que seria a maior polémica da sua carreira: o preservativo papal, representando João Paulo II com um preservativo pendendo do nariz.

O seu carácter de inconformismo vivo e crítica mordaz, uma enorme energia e um talento incontestado criaram aquele que é porventura o melhor caricaturista e cartoonista político nacional da actualidade que alia um humor subtil às suas criações.