Sociedade

Chuva e vento forte no fim de semana

Está prevista chuva e vento forte para o fim de semana. De acordo com o IPMA, são esperados períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes (entre 10 e 20 mm em uma hora), acompanhados de trovoada entre o início da tarde de sábado até ao final da madrugada de domingo, em especial a partir do final da tarde de sábado e o início da madrugada de domingo nas regiões do centro e o litoral norte e sul onde pode acumular mais de 40 mm em 6 horas e cerca de 50 mm em 12 horas (até 80 mm nas terras altas do centro). 

As previsões apontam, ainda, para vento muito forte do quadrante sul com rajadas até 80 km/h no litoral e com rajadas até 100 km/h nas terras altas, na generalidade do território do continente a partir da tarde até ao final do dia de sábado, com possibilidade de ocorrência de fenómenos extremos de vento em especial no litoral e nas regiões do interior centro e sul; e  de agitação marítima com ondas de oeste-sudoeste até 4,5 metros de altura significativa na costa oeste das regiões do centro e do sul entre o final da madrugada e o final do dia de domingo. 

Informação hidrológica relevante: 
– Possibilidade de ocorrência de inundações em meios urbanos historicamente mais vulneráveis.  

Efeitos Espectáveis: 
Face à situação acima descrita, poderão ocorrer os seguintes efeitos: 
– Piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água e gelo; 
– Possibilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem; 
– Possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis; 
– Inundações de estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem;  
– Danos em estruturas montadas ou suspensas; 
– Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, nomeadamente as verificadas em períodos de preia-mar, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis; 
– Possibilidade de queda de ramos ou árvores em virtude de vento mais forte; 
– Fenómenos geomorfológicos causados por instabilização de vertentes associados à saturação dos solos, pela perda da sua consistência.  

Medidas Preventivas   
A ANPC recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a observação e divulgação das principais medidas de autoproteção para estas situações, nomeadamente: – Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas; – Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível formação de lençóis de água e gelo nas vias;  – Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas; – Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas; 
– Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atenta para a possibilidade de queda de ramos ou árvores, em virtude de vento mais forte;
 – Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a inundações rápidas; 
 – Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos na orla marítima; 
– Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança. 
– Seguir escrupulosamente as indicações transmitidas pelas autoridades policiais no que concerne ao respeito pelos cortes de estrada, percursos alternativos, sinalização e outras informações; 
– Evitar comportamentos de risco que poderão originar acidentes não previstos.