Arquivo

Comitiva nazarena visita Marina de Lagos

 

O edil, que é também o presidente da Associação Europeia de Municípios com Marinas e Portos de Recreio, considera que «qualquer marina deve ser um investimento pensado», mas que se trata de um «negócio que traz qualidade e tem grande margem de crescimento».

A visita, promovida pela Câmara Municipal da Nazaré, teve como principal objectivo apresentar às forças vivas locais um exemplo de marina de sucesso, quer em termos de gestão, quer em termos da sua integração na malha urbana e na comunidade onde se insere. Uma vantagem acrescida face a outros casos na região, na opinião do presidente de Lagos, na medida em que se criou «uma infra-estrutura que está integrada na vida da cidade» e que «faz mover a economia local em comunidade onde a pesca deixou de ser a principal actividade».

A comitiva nazarena foi também recebida por Martinho Fortunato, presidente do Conselho de Administração da empresa Marlagos, SA – Marina de Lagos, para quem a proximidade da infra-estrutura ao centro urbano é uma das chaves do sucesso do empreendimento. «Estar integrado na cidade é uma vantagem para a marina e para os turistas que, assim, deslocam-se facilmente. Não faz sentido sermos uma “ilha” na cidade», considera aquele responsável.

A marina de Lagos, criada em 1994, tem cerca de 460 lugares de amarração e, em pleno mês de Março, regista uma taxa de ocupação de 85%. Um indicador que leva o autarca de Lagos a afirmar que «a náutica de recreio permite combater a sazonalidade do turismo».

Entre outros impactos da criação daquela infra-estrutura, Júlio Barroso apontou a reconversão da indústria naval local, que tinha entrado em decadência com o progressivo desaparecimento da pesca. Hoje, são cerca de 50 as empresas locais beneficiadas pela instalação da marina, na área das actividades marítimo-turísticas, apoio à náutica de recreio e serviços diversos. A marina criou também cerca de 100 postos de trabalho directos e largas dezenas de empregos indirectos.

Vantagens para o tecido económico local que, segundo a experiência do presidente da Câmara Municipal de Lagos, não existiriam se a marina se tivesse instalado fora da malha urbana.

Face ao objectivo da autarquia nazarena de implementar um projecto semelhante, Júlio Barroso e Martinho Fortunato consideram que este é o momento certo para tomar decisões, uma vez que o recreio náutico é considerado uma prioridade estratégica para o turismo nacional pelo actual Governo.

A visita à marina de Lagos constituiu uma oportunidade para os autarcas dos diferentes quadrantes políticos da Nazaré conhecerem um caso de sucesso na área da gestão de marinas em Portugal, em articulação com a comunidade onde está inserido.

Para o presidente da Câmara Municipal da Nazaré, Jorge Barroso, «já houve um período alargado de discussão sobre a marina. Agora está na hora de decidir, para não perdermos a janela de oportunidade existente».

A construção de uma marina de recreio náutico na Nazaré é considerada um projecto estruturante para a qualificação do turismo local, pelo actual executivo. Actualmente, está em elaboração um estudo de análise comparativa da melhor localização para a marina da Nazaré. O estudo, desenvolvido pela CEDRU, incide sobre as três alternativas de localização que têm estado em discussão há alguns anos: a norte do porto de abrigo (na zona de Caixins, mais próxima do tecido urbano), a sul (zona da Moira) e no actual porto de abrigo.