Sociedade

Futuro do Associativismo esteve em debate na Nazaré

A importância do associativismo na economia social e os apoios disponíveis para apoiar a dinâmica deste movimento, em Portugal, estiveram em discussão, no passado dia 29 de maio, numa sessão temática promovida pela Assembleia Municipal da Nazaré.

José Ramalhal, presidente da Assembleia Municipal, explicou que quis promover uma sessão que contribua “para a procura de soluções que afetam o movimento associativo e cujas dificuldades e êxitos de cada Associação, se partilhadas, podem ajuda na criação de novas ideias”.

O associativismo foi o primeiro tema escolhido pela Assembleia Municipal da Nazaré para as duas sessões temáticas que se irão realizar no âmbito do Plano de Atividades deste órgão municipal e o objetivo foi “ajudar o movimento associativo a encontrar soluções e formas de organização” que permitam a sobrevivência destas entidades.

Jorge Luís, da estrutura descentralizada da Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto, falou da importância das próprias coletividades valorizarem o seu trabalho, como um dos passos essenciais na sobrevivência destas entidades.

“Somos uma grande família, provavelmente a maior rede social do país. Existem 32 mil coletividades registadas até dezembro de 2014 e nascem, por dia, no país, 4 coletividades, o que não significa que o movimento não passe por grandes dificuldades e que não existam muitas coletividades inativas”, disse o dirigente.

Jorge Luís informou ainda que, relativamente, ao volume de negócios “as coletividades e o movimento associativo representam um volume de negócios de 9,8% do volume global do país, daí que exista, da parte do Estado, a ideia de as transformar em contribuintes líquidos”.

Ao nível do emprego, o dirigente informou que este movimento dinâmico social ocupa mais de 4% da população, sendo, por isso, “um dos maiores empregadores”.

Participaram, na sessão da passada sexta-feira, coletividades e associações existentes no concelho, a quem foi dado a conhecer o conjunto de medidas que poderão vir a contribuir para uma maior dinâmica do movimento associativo, nomeadamente através da inscrição na Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto, que poderá dar vários contributos, tais como formação em diversas áreas, redução de custos com obrigações das associações ou assistência jurídica.