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Nazaré presente nas Festas de Santo Amaro

“Para reavivar essa memória, a Nazaré vai estar presente com uma representação e atividades próprias dedicadas a este concelho, no dia 18 de janeiro”, informou Manuel Sequeira, vice-presidente da Câmara Municipal.

O “Dia da Nazaré” nas festas é a 18 de janeiro, e contará com a atuação do Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré (15h30); a representação da Cegada “Sonhar Alto” (17h30); a atuação do grupo de folclore “Nazaré Mar” (18h00); a palestra “Historiografia do Santo Amaro”, pelo historiador da Câmara da Nazaré, Mário Bulhões (21h00) e a tertúlia “As festividades do Santo Amaro”, moderada pela historiadora da Câmara da Nazaré, Ana Hilário (21h30).

A presença da Nazaré nestas festas faz-se já a partir do dia 10 de janeiro, sexta-feira, às 22 horas, com a palestra “As Lagunas de Alfeizerão e da Pederneira e a tomada de Lisboa aos Mouros (1147-1148), pelo Mestre Carlos Fidalgo, seguida da palestra “Vale Tifónico de Caldas da Rainha e Ilha Plágia”, às 22h30, por Adriano Monteiro.

Festas de Santo Amaro
A presença de muitos nazarenos, em épocas passadas, era uma constante. Iam em grupos a pé em peregrinação e mais tarde em autocarros ou em carros privados. Sempre trajados a rigor, “(…) as mulheres com as sete saias, as blusas com grandes rendas nas mangas, os cachenés na cabeça, os aventais bordados e as chinelas de verniz. Eles com as camisas de escocês e calças de surrobeco, calçando tamancos de pele e sola de madeira. Usavam barrete de lã na cabeça, e por vezes traziam gabão, de burel castanho, de mangas largas e capuz em bico, cujo cumprimento ia até aos tornozelos” (Gazeta das Caldas – 26 de Janeiro de 2013). A ida dos nazarenos às Festas de Santo Amaro prendia-se com a realização de promessas a este santo, ao longo do ano, promessas estas, (pernas, braços ou qualquer outro membro do corpo humano em cera) que eram pagas aquando das festividades do mesmo.” [Marques, Maria Zulmira, Entre a Serra e o Mar – Etnografia da Região de Alcobaça, pág. 166, Alcobaça, 2002].
“Hoje, já são poucos os nazarenos que têm disponibilidade para se deslocar àquelas festividades, mas ainda é um dia relembrado por muitos dos locais, que não perdem o espírito folião, agora sobretudo através da preparação das marchas”. [Museu Etnográfico Dr. Joaquim Manso]