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Nazaré reaviva hábitos antigos de festejos de carnaval

Depois da atuação do Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré; da representação da Cegada “Sonhar Alto” e da atuação do grupo de folclore “Nazaré Mar”, realizou-se a palestra “Historiografia do Santo Amaro”, pelo historiador da Câmara da Nazaré, Mário Bulhões, e a tertúlia “As festividades do Santo Amaro”, moderada pela historiadora da Câmara da Nazaré, Ana Hilário, que teve como convidados Carlos Maranhão (sabita); Maria Santana Estrelinha; José dos Santos Vasco (Zé da Gracinda) e Emílio Vasco (Emílio Lula).

Cada um dos convidados deu o seu testemunho de como era, há vários anos, o seu Carnaval e de como se festejava a chegada de uma das festividades mais aguardadas na Nazaré.

“Quanto mais fome havia, melhor era a festa” disse “Zé da Gracinda”.

A presença de muitos nazarenos, em épocas passadas, nestas festas, era uma constante. Iam em grupos a pé em peregrinação e mais tarde em autocarros ou em carros privados. Sempre trajados a rigor, as mulheres com as sete saias, as blusas com grandes rendas nas mangas, os cachenés na cabeça, os aventais bordados e as chinelas de verniz. A ida dos nazarenos às Festas de Santo Amaro prendia-se com a realização de promessas a este santo, ao longo do ano, que eram pagas aquando das festividades do mesmo.