Política

Promoção do Concelho gera a maior procura alguma vez registada ao Forte e ao Ascensor

A mediatização das ondas grandes da Nazaré e a colocação da Praia do Norte no calendário de grandes eventos internacionais de desportos de mar foram dois dos factos que mais contribuíram para o aumento do numero de visitas ao Forte de S. Miguel Arcanjo e Ascensor da Nazaré.

A estatística do Ascensor revela que 946.566 pessoas usaram este meio de transporte em 2017, o que representa uma evolução face a 2016, ano em que 897 mil fizeram uso da ligação por cabo entre a Praia e o Sítio da Nazaré.

2015 foi o ano de maior crescimento de passageiros (mais 28% comparativamente a 2014, quando 675 mil pessoas efetuaram esta viagem), o que confirma os ganhos das apostas do Município na promoção do concelho e da versatilidade das ondas das praias, nomeadamente com a presença em feiras em locais tradicionais de procura da Nazaré e noutros a manifestar crescente interesse pela oferta existente. 

“Considero que a promoção internacional do concelho e a maior eficácia do equipamento são as principais razões do exponencial aumento de entradas”, refere Orlando Rodrigues, vereador da Modernização Administrativa e vogal dos Serviços Municipalizados. 

Este é um dos meios de transporte por cabo existentes no país com maior utilização. Segundo o IMT - Instituto da Mobilidade e dos Transportes, dos equipamentos de transporte por cabo existentes no país, o Ascensor da Nazaré foi o que mais passageiros transportou em 2016, ultrapassando Lisboa e Porto. Este postal de promoção internacional, com mais de 100 anos, tem vindo a ser alvo de várias obras e intervenções, nomeadamente para a recuperação da linha aérea e linha térrea e aumento do conforto do serviço.

“Os Serviços Municipalizados vão manter o investimento neste equipamento, tendo como prioridade a substituição do sistema de comando e a continuação de maciço de sustentação da linha”.

Também as visitas ao Forte de S. Miguel cresceram proporcionalmente à procura. Em quatro anos de abertura regular ao público, 400 mil turistas passaram pelo edifício. Por ano, 2017 foi excecional. 174 mil pessoas deslocaram-se ao local, o que representa um crescimento comparativamente a 2016 (121.374 visitantes) e um arranque face a 2015 (80 mil visitas), o segundo ano de experiência da abertura do monumento ao público durante os doze meses ao ano.

Este é, reconhecidamente, o palco privilegiado de observação das ondas grandes e o espaço onde se instalou a sala museológica dedicada aos atletas (nacionais e internacionais) que se dedicam a desportos de mar. 

“Um dos mais icónicos monumentos do concelho e elemento representativo das maiores ondas do planeta é, na atualidade, um dos principais motivos de visita da Nazaré. O Forte e a Praia do Norte constituem-se como bases de grande valor na afirmação do território”, diz Walter Chicharro, Presidente da Câmara Municipal, que assinou, recentemente, com o arquiteto João Rapagão um contrato para a realização do projeto de restauro e consolidação estrutural do Forte de São Miguel Arcanjo.

“A requalificação dos espaços públicos assume particular relevância na alavancagem da economia local, e aumento das condições de bem-estar dos locais, visitantes e turistas”, acrescenta o autarca.

Recentemente, os Postos de Turismo da Nazaré divulgaram o relatório de nacionalidades que procuraram informações sobre o concelho. Portugueses, brasileiros, italianos e os polacos, assim como os franceses, espanhóis e alemães foram as nacionalidades que mais procuraram apoio para a sua visita e estada.

Cerca de 93 nacionalidades diferentes passaram pelos balcões de informação sobre o concelho da Nazaré, nomeadamente: Cazaquistão; Dubai; Guiana; Ilhas Faroé; Polinésia Francesa (no Pit do Mercado); no Sítio: Arménia; Cabo Verde; Caraíbas; Costa do Marfim; Hawai; Madagáscar; Senegal e Somália.

“A diversidade de nacionalidades e de presenças são a prova que a Nazaré está na moda, e que as ações de promoção do concelho no país e no estrangeiro foram oportunas. Vamos às feiras de turismo e temos trabalhado muito o mercado de incentivos à visita de um território de características únicas”, conclui Walter Chicharro.