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Sebastien Steudtner esclarece razões que o impediram de surfar na Nazaré no dia da tempestade “Hércules”

Vencedor do prémio “Biggest Wave Award” dos Billabong XXL Global Big Wave Awards 2010, da “Biggest Wave” dos Chile Big Wave Awards 2009, e segundo na categoria de “Melhor Performance”, o "big rider" alemão de 28 anos teceu elogios à Capitania da Nazaré, cujo capitão “num curto espaço de tempo fez o impossível para que tivéssemos todos os requisitos para surfar”.

Sebastian Steudtner atribui ao público os comentários negativos que surgiram sobre o capitão do porto, Garrett Mc Namara e sobre a vila, relativamente ao impedimento dos atletas em surfarem naquele dia, isentando os atletas envolvidos em quaisquer apreciações às entidades oficiais, e classificando de “inesperada” a atenção dos media estrangeiros ao caso.

O atleta esclarece que teve permissão para surfar, "depois de clarificar tudo com o capitão do porto, apenas as condições meteorológicas e o depósito em dinheiro de 15.000 euros para alugar um jetski (que custava 9000 Euros na Atlantic Surf Safaris) nos impediram de ir para o mar, no grande dia durante a tempestade Hércules”.
Após este episódio, comentários sobre a necessidade de existir uma carta de recomendação por parte de Garrett McNamara para surfar na Praia do Norte surgiram nas redes sociais, nomeadamente na página de facebook BillabongXXL, e levaram a que também Garrett McNamara tenha utilizado a sua página de facebook para comentar algumas das questões levantadas.
"A Nazaré é um dos sítios mais mágicos onde já estive, com pessoas apaixonantes e afáveis, já para não falar das maiores ondas que já vi ou surfei”, disse, adiantando que é necessário “seguir as regras delineadas pela Capitania para manter toda a gente segura”.
“Nos últimos 30 anos aprendi que a preparação é tudo. Estas leis que a Capitania já tinha instituído, há muitos anos, asseguram que as pessoas estejam preparadas e em segurança”, frisa.
O surfista de ondas grandes reforça, ainda, que “se alguém sem preparação se meter em apuros, está a colocar pessoas inocentes na praia ou na água a tentar ajudar quem está em perigo”.
Relativamente ao swell do 'Hércules', o surfista adianta que se preparou para o acontecimento. “Estive a monitorizar aquele swell com toda a atenção, desde que surgiu no mapa. Sabia que a Nazaré ia estar enorme, mas que as condições poderiam ser impeditivas de entrar dentro de água. Tinha reservado bilhetes de avião, assegurei-me que as motas estavam a funcionar e todas as licenças em dia”.
Contudo, o surfista acabou por ficar no Havai “porque sabia que a Praia do Norte não estava surfável, e mesmo no dia seguinte estava uma confusão”, vincando ainda que “a razão pela qual não havia ninguém a surfar na Nazaré não foram as regras, foi porque as condições não estavam boas. Em nenhum sítio do mundo podes estar tão perto de toda aquela força e estar seguro”.