Rombo no Rio da Areia agrava danos na Linha do Oeste e inunda campos agrícolas em Valado dos Frades
O Secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, deslocou-se hoje ao concelho da Nazaré, um dia após o rombo registado no leito do Rio da Areia, em Valado dos Frades, que provocou a inundação de campos agrícolas e causou novos danos na infraestrutura ferroviária junto à Estação.
O incidente ocorreu ao quilómetro 140 da Linha do Oeste, na zona compreendida entre a Estação de Valado dos Frades e a Estrada das Valas. O rompimento da margem levou ao extravasamento do caudal para terrenos cultivados, acessos e propriedades na envolvente, afetando culturas agrícolas e comprometendo a segurança de pessoas e bens.
Os solos, já saturados pela precipitação persistente dos últimos dias, cederam à pressão de um volume de água particularmente intenso — cenário que agravou a instabilidade num território que vinha já sendo fortemente fustigado pelas condições meteorológicas adversas.
Recorde-se que a circulação na Linha do Oeste se mantém suspensa desde o passado dia 28 de janeiro, na sequência dos danos provocados pela depressão meteorológica Kristin, que afetou severamente a região Oeste, em particular o distrito de Leiria. Inundações, queda de árvores, acumulação de detritos e erosão das plataformas de via comprometeram a infraestrutura ferroviária, não existindo, até ao momento, estimativa para a reposição do serviço.
Durante a visita ao terreno, o governante pôde constatar a dimensão dos impactos: árvores arrancadas, estradas danificadas, campos agrícolas submersos e um Rio da Areia que galgou margens e ocupou áreas cultivadas e vias de circulação. A deslocação incluiu ainda uma visita ao quartel dos Bombeiros Voluntários da Nazaré.
No mesmo dia, a OesteCIM recebeu igualmente o Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, o Secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional, Hélder Reis, e a Presidente da CCDR Centro, Isabel Damasceno.
Num momento particularmente exigente para os municípios da região, foi sublinhada a necessidade de uma resposta articulada, solidária e estrutural, capaz de enfrentar fenómenos extremos cada vez mais frequentes. O Governo reiterou a importância da metodologia “build back better” — reconstruir melhor, com mais qualidade, segurança e resiliência — garantindo atenção especial às situações mais críticas no terreno.
