Verão em modo “big wave” na Praia do Norte
A Praia do Norte voltou a vestir a pele de inverno em pleno agosto. Impulsionada pela energia remanescente do furacão Erin — entretanto pós-tropical no Atlântico Norte — a ondulação de longo período encostou à costa com força rara para a época, gerando séries cheias, paredes rápidas e canais traiçoeiros.
O Canhão da Nazaré fez o resto: potenciou o swell e transformou o areal na meca europeia do surf XXL, atraindo centenas de curiosos e uma armada de big riders, que não quiseram perder a janela estival histórica.
Desde a manhã, o cenário foi de gala: rebentação a marcar o ritmo, sets a varrer o pico e drops vertiginosos a arrancar aplausos das falésias.
Lá dentro, os mais destemidos traçaram linhas precisas, alternando take-offs tardios, bottom turns colados à base e high-lines milimétricas. Cada onda surfada era um compromisso com a técnica e o respeito pela potência do oceano.
“Quase nunca acontece no pico do verão”, testemunharam atletas e locais — um espetáculo belo e raro, mas também um lembrete: o clima está a mudar e o mar dá sinais.
No plano operacional, as entidades oficiais acompanharam a evolução do mar.
O IPMA assinalou agitação marítima forte na costa ocidental, com avisos amarelos e referências a alturas significativas que, por efeito local, poderiam traduzir-se em séries mais cavadas na Nazaré; a comunicação pública sublinhou igualmente correntes intensas, rebentação forte e possibilidade de perda temporária de areal em preia-mar.
A Proteção Civil e a Autoridade Marítima reforçaram o apelo à prudência junto de visitantes e praticantes.
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