Nazaré assinala o 25 de Abril com homenagens e momentos de forte ligação à comunidade
O Município da Nazaré irá comemorar a Revolução de 25 de Abril de 1974 com um programa abrangente e carregado de simbolismo, evocando um dos momentos mais marcantes da história contemporânea portuguesa, a conquista da liberdade e a transição para o regime democrático.
As celebrações deste ano afirmam-se como um exercício de cidadania ativa, destacando valores fundamentais como a liberdade, a participação cívica e a construção de uma sociedade mais justa e informada.
As comemorações terão início às 09h00, com o hastear das bandeiras nos Paços do Concelho, seguindo-se, às 10h00, a sessão solene da Assembleia Municipal, que este ano decorrerá em Famalicão, no jardim junto ao pavilhão gimnodesportivo.
Um dos momentos de maior simbolismo, do período da manhã, acontecerá às 11h30, com a inauguração do Monumento de Homenagem aos Antigos Combatentes da Freguesia de Famalicão, numa iniciativa que pretende perpetuar a memória e reconhecer o contributo de todos aqueles que serviram o país, num gesto de respeito e gratidão coletiva.
O programa prosseguirá com um almoço-convívio (13h00) no Monte de São Bartolomeu, em São Brás — um espaço profundamente enraizado na vivência da comunidade local, tradicional ponto de encontro e celebração, particularmente associado ao Carnaval, embora este momento assuma também um significado especial após os danos provocados pela tempestade Kristín, que afetou de forma significativa esta área verde, reforçando agora o seu papel como lugar de reencontro e resiliência coletiva.
Durante o período da tarde, o destaque recairá sobre a homenagem a Álvaro Laborinho Lúcio, às 16h00, no Teatro Chaby Pinheiro (Sítio da Nazaré). Natural do concelho e figura maior da vida pública nacional, Laborinho Lúcio é amplamente reconhecido pelo seu percurso enquanto jurista, magistrado e antigo Ministro da Justiça, bem como pela sua intervenção cívica e defesa dos valores da liberdade, da justiça e da democracia.
A homenagem será seguida por uma mesa-redonda (16h30) sob o mote “A utopia só não se atinge porque, na viagem, nos apeamos demasiado cedo” – à Conversa com Álvaro Laborinho Lúcio, reunindo diversas personalidades das áreas da cultura e do pensamento, num momento de reflexão e diálogo aberto à comunidade: Adélia Carvalho, Maria José Bandeira, Raquel Patriarca, Jaime Rocha, Pedro Stretch, Lúcia Pinho e Melo e Maria do Rosário Pedreira.
