Museu Dr. Joaquim Manso reabriu no Dia do Município, 50 anos depois da sua abertura
O Museu Dr. Joaquim Manso reabriu, hoje, 8 de setembro, feriado municipal e Dia de Nossa Senhora da Nazaré, após um período de encerramento para obras de adaptação do edifício às condições necessárias à conservação e preservação do património que integra o seu acervo.
A cerimónia de inauguração, que contou com a presença da Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, assinalou também os 50 anos da abertura do Museu, ocorrida em 1976.
A reabertura devolve à Nazaré um equipamento dedicado à preservação e divulgação da identidade histórico-cultural da região, com uma forte ligação à cultura do mar. O seu acervo integra embarcações tradicionais, artes de pesca, trajes, fotografia, pintura e arqueologia, reunindo testemunhos da relação da comunidade com o mar, a pesca, o trabalho e as tradições. As suas coleções assumem igualmente relevância para o conhecimento e estudo da cultura marítima portuguesa.
Para o Presidente da Câmara Municipal da Nazaré, Serafim António, a reabertura representa mais do que a recuperação física do edifício. «Reabrimos uma parte da nossa memória, da nossa identidade e da nossa relação com o mar», afirma, considerando que a celebração dos 50 anos do Museu deve ser feita «abrindo as portas e estando ao serviço das pessoas».
O autarca destaca também a importância do Museu na estratégia de valorização cultural da Nazaré, num território que alcançou uma projeção internacional extraordinária através das ondas gigantes, mas cuja história e identidade ultrapassam largamente esse fenómeno.
«Queremos que levem imagens das ondas, naturalmente. Mas queremos que levem também história», refere Serafim António, defendendo que o Museu deve servir os nazarenos, as novas gerações, os investigadores e os visitantes que procuram conhecer melhor a comunidade e a sua relação secular com o mar.
A Ministra da Cultura, Juventude e Desporto destacou o significado da devolução do Museu à comunidade, recordando três momentos do seu percurso: os 50 anos da inauguração, cerca de dez anos de encerramento e os oito anos decorridos desde que estava prevista a transferência do equipamento para o Município, no âmbito da descentralização de competências na área da Cultura.
«Estou muito feliz por poder estar hoje convosco no dia em que devolvemos este Museu à sua terra, à Nazaré», afirmou Margarida Balseiro Lopes, reconhecendo que o processo se vinha prolongando há vários anos. A governante salientou que, nos últimos dois meses, foi possível acelerar os procedimentos necessários à reabertura, sublinhando que não bastava recuperar o edifício: era igualmente necessário criar condições para que a riqueza da coleção pudesse voltar a ser apresentada ao público e contar a história da Nazaré.
Margarida Balseiro Lopes manifestou ainda a expectativa de que o Museu passe a integrar a experiência de milhares de pessoas que todos os anos visitam o concelho, muitas delas atraídas pela dimensão das ondas da Nazaré, permitindo-lhes descobrir também a história, a cultura e a identidade da comunidade.
A cerimónia teve início com uma atuação do saxofonista Joaquim Pequicho. O encerramento coube ao Rancho Tá-Mar.
